Depois da implantação pioneira no Itaim, o Hospital e Maternidade São Luiz estende para a Zona Leste da Capital o serviço de uma unidade semi-intensiva voltada ao atendimento de gestantes de alto risco. Trata-se de um serviço inovador, tido como referência no Brasil e na América Latina, que agora chega à unidade Anália Franco.
A nova semi-intensiva conta com 12 leitos e une equipes multidisciplinares à alta tecnologia no atendimento às gestantes e aos fetos que correm riscos durante a gravidez. Eduardo de Souza, obstetra e coordenador científico de Ginecologia e Obstetrícia da unidade Anália Franco, explica que a estrutura diferenciada possibilita a condução de gestações que apresentam complicações. “Em geral, são pacientes em processo de inibição de parto prematuro, ou que apresentam infecções agudas, hipertensão arterial descompensada, e outras situações que colocam em risco não apenas a mãe como também a criança. A criação desse serviço visa garantir a segurança de ambos”.
Dentro de uma unidade semi-intensiva, as pacientes são monitoradas 24 horas. “A tecnologia nos permite checar multiparâmetros continuamente e de maneira remota – uma inovação”, explica o coordenador. O trabalho multidisciplinar é outro diferencial importante. Além de obstetras e pediatras, as equipes médicas são formadas por neonatologistas, cardiologistas, neurologistas, endocrinologistas, cirurgiões vasculares e dermatologistas que atuam em conjunto. Equipes de enfermagem e psicólogos completam o quadro. “Todos atuam para manter a saúde física, mental e emocional das pacientes durante todo o tempo de tratamento, que muitas vezes pode durar dias, semanas ou meses”, explica o especialista.
A maternidade acoplada ao hospital geral é outro ponto de destaque. Tecnologia de ponta e alto padrão em qualidade na área hospitalar são pontos fundamentais para os resultados obtidos pelo São Luiz. “Assim como muitas mulheres levam uma gestação difícil de maneira assistida, bebês prematuros têm possibilidades muito maiores de evoluírem de maneira satisfatória graças aos tratamentos e às técnicas desenvolvidas nos últimos dez anos”, afirma Souza. “Nosso desafio é chegar ao resultado final: entregar mães e bebês com saúde às famílias”.